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Armazenagem e milho ganham mais recursos no Plano Safra

Volume é suficiente para aumentar capacidade instalada em 5 milhões de toneladas.

O Plano Safra 2021/22, lançado no último dia 22 de junho, destinou mais recursos para duas necessidades cada vez mais importantes no agronegócio brasileiro: a armazenagem e a produção de grãos para alimentação animal, como milho e sorgo.

Os recursos para a construção de armazéns nas propriedades tiveram um aumento significativo. Serão destinados R$ 4,12 bilhões, um acréscimo de 84%. Para o financiamento de armazéns com capacidade de até 6 mil toneladas nas propriedades, a taxa de juros é de 5,5% e para maior capacidade a taxa é de 7% ao ano, com carência de três anos e prazo máximo de 12 anos.

Segundo recente levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no 2º semestre de 2020, a capacidade disponível para armazenamento no Brasil foi de 176,3 milhões de toneladas, 0,1% inferior ao semestre anterior. O Rio Grande do Sul é o que possui o maior número de estabelecimentos de armazenagem (1.923) e o Mato Grosso a maior capacidade (43,6 milhões de toneladas). Já de acordo com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT) o Estado produz cerca de 70 milhões de grãos e tem capacidade de armazém, com 2.211 unidades, sendo considerado o principal gargalo do setor. A entidade ainda lançou uma campanha para incentivar a construção de armazéns nas pequenas propriedades.

O Plano Safra 21/22 também prevê recursos para o custeio de milho, sorgo e à atividade de avicultura, suinocultura, piscicultura, pecuária leiteira e bovinocultura de corte em regime de confinamento. Serão R$ 1,75 milhão (Pronamp) e R$ 4 milhões para os demais produtores. As atividades foram afetadas pela alta dos custos de produção, impulsionada pela valorização dos grãos.

Por: AGROLINK –Eliza Maliszewski
Publicado em 28/06/2021 às 09:59h